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NEWS MARÇO 2009
Processo de Descongelamento do Sistema Atual de Ideias - Parte 2
A primeira fase é para descongelar ideias, hábitos e atitudes
Analisa-se agora a primeira das três fases. Analisa-se qual sua relação com a jornada de medição e melhoria de desempenho para que a liderança da organização seja capaz de alcançar níveis nunca antes alcançados? O foco ainda está centrado numa pessoa e seu grupo de relacionamento.
No descongelamento do sistema atual de idéias torna-se necessário trabalhar conceitos que estão sendo amplamente utilizados pelas organizações de sucesso.
Entre tantos conceitos úteis para descongelar o sistema atual de idéias existentes na força de trabalho, selecionamos os seguintes para discussão com a força de trabalho, dentro da perspectiva da busca de desempenho superior e sua gestão:
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A nova organização produtora de bens e serviços, seu perfil do negócio e suas principais características devem ser do conhecimento de todos da força de trabalho. Você acredita nisso?
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Uma nova maneira de gerenciar pessoas implica que a liderança negocie o tempo todo com a força de trabalho, se ela quiser que suas decisões sejam implementadas com sucesso. Você acredita nisso?
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O senso do trabalho em equipe não acontece por acaso, e é conseqüência de muito investimento em educação e treinamento da força de trabalho. Você acredita nisso?
Se você não acredita em qualquer um dos conceitos acima, no que você acredita? Quais as etapas para descongelar idéias e hábitos das pessoas?
As etapas da fase de descongelamento da idéias
Portanto, esta primeira fase da mudança conhecida como descongelamento do sistema atual de idéias engloba, no mínimo, as etapas descritas a seguir. Para descongelar reconhecemos ser oportuno que os líderes e agentes da mudança possam formalmente:
Nesta fase de descongelamento, a legitimação desempenha um importante papel, e a autoridade só existirá, quando esse papel for legítimo. Assim, quem deseja a mudança deve nomear, publicamente, através de documento escrito, o grupo agente e líder da mudança. Qualquer tentativa diferente nesse sentido, quase sempre gera insucesso. Deve haver um líder patrocinador principal da mudança. Líder carismático com grande poder de comunicação e aceitação pela força de trabalho.
Na fase de descongelamento, as empresas investem muito tempo no processo de mudança. Acreditamos que ela estará concluída quando a organização, através de suas lideranças, iniciarem o processo de obtenção de compromissos de colaboração das pessoas para as questões empresariais críticas identificadas. Com essa atitude as lideranças estarão diminuindo a distância entre os níveis hierárquicos, e criando novo e inexistente canal de comunicação com seus gestores.
A segunda fase é para reestruturar idéias, hábitos e atitudes
Na primeira fase do descongelamento devemos estar pensando na reestruturação das idéias, hábitos e atitudes. Portanto, a segunda fase conhecida como reestruturação engloba, no mínimo, as seguintes etapas para os agentes de mudança:
- Obter compromissos de colaboração;
- Planejar a execução.
Essa é a fase do “durante”, e segue a fase inicial do descongelamento. Normalmente nesta fase são assumidos os compromissos de colaboração, e um planejamento da execução é realizado. Nela são definidos os objetivos e metas para a melhoria de desempenho pretendida pela liderança.
A terceira fase é para recongelar idéias, hábitos e atitudes
Na fase de reestruturação devemos estar com o pensamento voltado para o congelamento de um novo sistema de idéias e hábitos. Portanto, a terceira fase conhecida como recongelamento do novo sistema de idéias e hábitos engloba, no mínimo, as etapas descritas a seguir:
- Promover ação de continuidade;
- Prever mecanismos de avaliação e reajuste.
A fase final deve prever a ação de continuidade necessária ao fortalecimento das ações de mudança e seus conseqüentes mecanismos de avaliação e reajustes.
E, para encerrar o ciclo, sempre que recongelarmos o novo sistema de idéias, hábitos e atitudes devemos estar pensando em quando vamos mais uma vez descongelar para começar tudo outra vez. E assim gerar um novo ciclo virtuoso de geração de riquezas.
Talvez seja por isso que um filósofo disse um dia que não há nada mais permanente que a mudança.
Lições aprendidas com descongelamentos do sistema de idéias
Pela nossa experiência poucos são os líderes empresariais que tem adequado conhecimento de gestão e sua complexidade quando se trata de promover mudanças. Portanto, o foco do treinamento de um líder e do seu time gestor deve estar voltado para o futuro, e para a aplicação imediata no que eles estão pretendendo. Neste treinamento, devemos considerar com prioridade aquilo que as pessoas e equipes das organizações aprenderam ao lidar com as mudanças. Com certeza as pessoas e equipes acumularam um rico conjunto de lições aprendidas.
Entre tantas lições aprendidas que ouvimos de líderes empresariais, cinco são consideradas por nós como fundamentais para o entendimento da gestão de mudança para alcançar o nível de desempenho superior que permita a uma organização enfrentar tempos de crises e ser bem sucedida em seus propósitos de sucesso nos negócios.
São elas as seguintes:
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Aprendemos que o principal executivo da organização, aquele a quem cabe buscar o desempenho superior, não deve delegar a liderança a jornada. Ele deve pessoalmente liderar seu Time Gestor do Negócio, promovendo a educação e treinamento da força de trabalho nos princípios e métodos que conduzirão as demais equipes a, no mínimo: medir e relatar nível de desempenho nunca antes alcançado. Desempenho nunca alcançado é aquele desempenho, que é considerado superior por ser comparativo e auto-sustentado, apesar das crises;
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Aprendemos que a medição só é mistério para quem executa, e medir desempenho superior não é atividade glamorosa. Só acontece com um operador habilitado trabalhando dentro de uma lógica adequadamente estruturada de conceitos e práticas;
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Aprendemos que ferramentas para gestão estratégica dos resultados devem ser sempre utilizadas. Como um exemplo, para ciatr uma: o Balanced Scorecard. Por oportuno, esclarecemos que esta ferramenta não é um painel de indicadores, e sim uma ferramenta de gestão estratégica, orientada para a obtenção de níveis de desempenho superior pela liderança, focada na melhoria dos resultados dos indicadores estratégicos de uma organização;
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Aprendemos que a jornada em busca de níveis pretendidos de desempenho superior não é uma jornada de planejamento estratégico, e sim de gestão estratégica. Para tanto temos de planejar sim, mas para executar e aprimorar os planos;
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Aprendemos que a relação entre a adequação de nossas escolhas (estratégia de negócio) durante a jornada e o desempenho medido se obtém fazendo questionamentos sobre o perfil do negócio atual, e dando respostas precisas a cada um deles.
E aí o que você está fazendo para enfrentar essa crise mundial. Que tal concentrar-se nas suas forças e naquilo que você e sua equipe têm de positivo, e parar de dar uma de coitadinho de mim! Em outras palavras: para, pensar e agir fazendo mais daquilo que você já faz muito bem.
Leituras e referências bibliográficas
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